28
mai
2013
sorriso

Técnica da fixação zigomática facilita implante dental em pacientes com pouca estrutura óssea maxilar.
Sinônimo de saúde e bem-estar, um sorriso bonito é o cartão de visitas de qualquer indivíduo. Os melhores momentos da nossa vida são expressos espontaneamente e de forma natural através de um sorriso amplo. Neste aspecto, pensar na saúde bucal ganha ainda mais importância na medida em que é impossível esconder o sorriso.
Para garantir a satisfação de pacientes, a odontologia está cada vez mais atenta ao desenvolvimento de processos que possam melhorar, corrigir e até mesmo suprir a falta de dentes. Uma das mais novas técnicas é a fixação zigomática, utilizada em casos de pacientes que já não possuam mais dentes e apresentem maxilas atrésicas, ou seja, que perderam muito osso.

O dentista Edson Durval Menezes Alves, especialista em prótese e mestre e doutor em implantodontia, tem trabalhado com esta técnica em Ponta Grossa e observa que os resultados são excelentes. Ele destaca que em alguns pacientes com perdas ósseas acentuadas é possível fazer o enxerto ósseo e, seis meses após, a instalação dos implantes dentários. No caso dos enxertos autógenos, são removidas porções de osso do próprio indivíduo para aplicação, neste caso, na maxila. Existem várias regiões doadoras que podem ser utilizadas, mas geralmente a retirada é feita do ilíaco (região do quadril) quando são necessárias porções ósseas maiores.
Embora seja uma ótima alternativa, pacientes que já receberam enxertos, muitas vezes, podem não ter resultados de uma nova aplicação tão satisfatórios. “Há pacientes também que não querem se submeter a um processo de enxerto ósseo, por ser um processo mais demorado e mais invasivo. Nesses casos, a fixação zigomática é uma excelente opção”, acrescenta doutor Edson.

Além de ser indicada para casos de pacientes com perda óssea da maxila (maxilas atrésicas), a fixação zigomática tem como diferenciais o fato de ser uma técnica menos invasiva, menos agressiva que enxertos e demandar menos tempo. Nesse processo, ao invés do dente sair da gengiva natural do paciente, ele nasce de uma gengiva feita de material artificial, que é afixada na maxila.
Para a realização do procedimento, a primeira etapa é a realização de cirurgia para implantação dos zigomáticos, que são as hastes pelas quais será afixado o conjunto dos dentes. “É possível fazer a cirurgia em um dia e implantar os dentinhos no dia seguinte”, garante doutor Edson.
O desenvolvimento das fixações zigomáticas deve-se ao doutor Per-Ingvar Branemark e sua equipe. A técnica vem sendo empregada desde 1989 em alguns centros de pesquisa. Em um estudo preliminar onde foram atendidos 81 pacientes, 132 fixações zigomáticas foram instaladas no osso zigomático. O índice de sucesso foi de 97%, muito próximo dos implantes convencionais em áreas de boa qualidade e quantidade ósseas.

Ao se considerarem as características desse tipo de paciente, tais índices credenciam esta técnica como opção para maxilas atróficas devido à previsibilidade de resultados. Qualquer paciente com condição de saúde razoável que possibilite a abordagem cirúrgica pode aspirar a este tratamento.
Indicações – As fixações zigomáticas são indicadas para maxilares com pouca disponibilidade óssea e espessura, especialmente em áreas posteriores sendo assim aplicada em qualquer tipo de atresia maxilar, inclusive as mais severas.

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